domingo, 22 de agosto de 2010

Audiobook



Uma nova modalidade de leitura está surgindo e ganhando espaço significativo entre os leitores,o audiobook. O leitor pode fazer o downloader gratuitamente ou comprar nos sites especializados.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Bullying - Entrevista - Ana Beatriz Barbosa Silva

Ciberbullying

Ciberbullying: o que fazer quando seu filho é o agressor?
A garotada sabe tudo sobre internet. E quase nada sobre respeito
CRISTIANE SEGATTO

Antes de tudo, peço desculpas pelo palavrão cheio de consoantes que você acaba de ler. Ciberbullying é um termo esquisito. Soa aos meus ouvidos como um pedregulho, como uma agulha desgastada que arranha um disco de vinil. Quem nasceu depois dos anos 90 talvez nunca tenha visto um desses bolachões, mas certamente sabe o que é ciberbullying. A palavra, em inglês, foi importada e rapidamente incorporada ao nosso vocabulário assim como a maioria dos hábitos e ferramentas que a internet instituiu.

Sob vários aspectos, a internet mudou nossa vida para melhor. Sabe-se, porém, que também trouxe problemas. Um deles foi ter amplificado o poder devastador do bullying, um tipo odioso de violência escolar. O bullying ocorre quando o agressor é mais forte ou mais poderoso que a vítima. É praticado por quem insiste em humilhar, subjugar, agredir o colega, isolá-lo do grupo. Quem já passou por isso sabe que as consequências podem ser duradouras. Podem surgir sintomas físicos, doenças psicossomáticas, problemas emocionais, sociais e de aprendizagem.

O bullying no meio digital (ou ciberbullying) tornou-se uma grande preocupação dos pais que têm filhos em idade escolar. Li um interessante estudo publicado em julho na revista científica Archives of General Psychiatry. Um resumo do artigo você encontra neste link. O trabalho menciona uma estatística sobre ciberbullying entre estudantes de 10 a 17 anos nos Estados Unidos. Nessa amostra, 12% declararam ter agredido alguém pela internet; 4% disseram ter sido alvo de agressão e 3% revelaram ter estado nas duas posições. Ou seja: em algumas vezes foi o agressor. Em outras, o agredido.

Todos nós tentamos proteger nossas crianças dessa ameaça. E se o seu filho estiver do outro lado? E se você descobrir que, em vez de vítima, ele é o agressor? A probabilidade de ter em casa uma criança ou jovem que pratica ciberbullying não é baixa. Dependendo da idade da criança, ela nem entende direito a extensão dos danos provocados pelas agressões. Mas agridem. Recentemente ouvi duas histórias que chamaram minha atenção para o desafio que os pais e as escolas enfrentam.

Três meninas de 10 anos se encontraram na frente de um computador e decidiram dizer tudo o que pensavam sobre uma coleguinha de classe. Bancaram as "supersinceras". Escreveram coisas do tipo: "você é chata", "você acha que tudo tem de ser do seu jeito", “nunca mais quero ser sua amiga” etc. Dá para imaginar a confusão que isso provocou, né?

Os pais da menina agredida reclamaram. Os pais das agressoras ficaram arrasados, se perguntando onde erraram na educação das filhas. Por sorte, os casais são amigos e puderam conduzir a história com maturidade. Procuraram mostrar às crianças o quanto elas sofreriam se estivessem na posição da menina agredida. E o quanto esse tipo de constrangimento é odioso. Tentaram mostrar, também, que não podemos dizer pela internet aquilo que não temos coragem de expressar pessoalmente.

As agressoras choraram. De vergonha e arrependimento. Demonstraram, sinceramente, não ter noção dos danos que estavam provocando. Achavam que, se fossem francas com a amiga, ela perceberia que precisava mudar seu comportamento.

Superada a crise (pelo menos aparentemente), as quatro continuam amigas. Passam as tardes juntas na escola, dormem na casa de uma ou de outra nos finais de semana, se falam por telefone, trocam mensagens pelo Orkut. Mas esse episódio foi uma grande lição. Para as crianças e para os adultos.

A outra história aconteceu com um menino de 10 anos, bastante querido pela turma. Por alguma razão, ele se esforça para ser identificado como um bom camarada. Comete atos de generosidade exagerada. Está sempre dando algum presente a alguém. Brinquedos caros, balas, figurinhas disputadas etc. Faz tudo o que lhe pedem. Em troca de afeto, talvez? Um dia desses o "gente boa" deu a senha de seu perfil no Orkut a uma colega de sala.

O que aconteceu? A menina se fez passar por ele e enviou xingamentos a várias colegas. Soltou o verbo e o veneno. "Você é feia", "não quero namorar você", "fulano não gosta de você", etc. Foi uma confusão. Todas as meninas se voltaram contra ele. As mães das garotas foram tirar satisfação com a mãe do menino. Até essa mulher conseguir entender o que aconteceu e provar às outras que ele não era ele, muito sofrimento rolou.

Esses e outros episódios me levam a crer que a garotada que sabe tudo de internet está completamente perdida no que diz respeito às regras de convivência nesse novo ambiente. Em habilidade tecnológica, essa geração é nota 10. Em discernimento e ética, merece zero.

Os pais e as escolas precisam enfrentar o problema. Sem rodeios. Sem fingir que é um mal menor. O primeiro passo é tentar entender a dimensão do ciberbullying. Existem poucas pesquisas sobre o assunto no Brasil. O estudo que mencionei no início desse texto foi realizado na Finlândia com 2,2 mil adolescentes entre 13 e 16 anos. Com a garantia do anonimato, eles relataram os episódios de ciberbullyig praticados nos seis meses anteriores. Nessa amostra, 7% se declararam agressores. Quase 5% relataram ser vítimas. Outros 5,4% disseram ter vivido os dois papéis (agressor e vítima).

Entre os problemas de saúde e/ou emocionais relatados pelas vítimas apareceram dores de cabeça, dores abdominais recorrentes, dificuldades de sono e sensação de insegurança na escola. Entre os agressores, verificou-se hiperatividade, problemas de conduta, dores de cabeça, abuso de cigarro e álcool etc. Todos esses problemas foram verificados entre os adolescentes que viveram os dois papéis (agressor e vítima).

Se os pais pudessem intervir precocemente, antes que as agressões se transformassem numa bola de neve, muito sofrimento poderia ser evitado. Mas como saber se a belezinha que você tem em casa é um tirano no mundo digital?

"Já conversei com pais arrasados ao descobrirem que seus filhos estavam envolvidos em investidas maldosas contra colegas de classe", diz a hebiatra Maria Dulcinea Oliveira, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. O que eles podem fazer? Algumas sugestões da médica especializada no atendimento de adolescentes:

• mostrar aos jovens (ou às crianças) o impacto dos atos deles na vida do outro;

• obter informações sobre a vítima e seus pais para que, juntos, possam pedir desculpas;

• descobrir por que o agressor partiu para o ataque e ajudá-lo a rever os conceitos que tem das pessoas e do mundo;

• demonstrar interesse pelo mundo digital e, dessa forma, supervisionar de que forma o filho se comporta na internet.

É um bom começo, mas cada família precisa avaliar se está sendo capaz de transmitir aos filhos valores fundamentais como respeito, tolerância e educação. Dentro e fora da internet.

E você? Como acha que os pais devem se comportar diante do ciberbullying? Conhece alguém que tenha sido vítima ou agressor? Queremos saber a sua opinião.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ser leitor é...


Desejar passar o dia na livraria ,
Gastar o último tostão para comprar aquele livro,
Não ter vergonha de pedir emprestado o livro que queria tanto ler,
É ter tendinite por segurar livros abertos diariamente e por horas à fio,
É ter vontade de ler muitos livros ao mesmo tempo,
É falar do livro que está lendo como se falasse de sua alma gêmea,
É aceitar o mundo do outro (autor) como um complemento do seu,
Enfim, é viver novas experiências e calibrar a emoção.

Rejane

A importância da leitura

domingo, 8 de agosto de 2010

Para quem gosta de Poesia

O Menino Azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
.
.
(Cécília Meireles, Ou Isto ou Aquilo)
.
Quantos não leram na infância e releram, depois de adultos, este livro lançado há 45 anos! Hoje, responsáveis pelas crianças, dialoguemos com os meninos azuis, que ainda não aprenderam a brincar de ler.

MOTIVO
(Cecília Meireles)
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e diasno vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada

Homenagem aos pais

Participe!

Movimento por um Brasil Literário na Flip 2010
Durante a Flip 2010, a Casa Brasil Literário é ponto de encontro obrigatório para quem visita a cidade de Paraty. É lá, na Rua da Matriz n. 20, centro histórico dessa simpática vila colonial, que o grupo responsável pelo Movimento por um Brasil literário oferece aos visitantes uma programação própria e repleta de surpresas.

O Movimento começou durante a Flip 2009, quando foi lançado o Manifesto por um Brasil literário , escrito pelo poeta mineiro Bartolomeu Campos de Queirós para dar voz à proposições que reúnem o Instituto C&A, a Associação Casa Azul, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Instituto Ecofuturo e o Centro Cultural Luiz Freire, dentre outros, para tornar o Brasil uma “sociedade leitora”. Mas, hoje, a iniciativa já possui mais de quatro mil associados e você também pode aderir através do site www.brasilliterario.org.br

Novidade!


Clássicos universais em quadrinhos

Em breve os textos do dramaturgo inglês Shakespeare serão lançados pela Record na versão mangá, as histórias em quadrinhos japonesas. As obras Romeu e Julieta, Sonho de uma noite de verão, Ricardo III, A tempestade e Hamlet ganharão rosto novo nos cinco primeiros volumes da série - que preservam os textos originais. Com ilustrações de Kate Brown, em 2011, o Grupo Editorial Record trará ao Brasil os primeiros volumes da série que revisita os principais clássicos da cultura contemporânea.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Conto de Fadas Moderno

A PRINCESA MONSTRO

O Dariz - Autor: Olivier Douzou - Infanto Juvenil

Bullying


Esta semana, em atendimento à turma 9802, conversamos durante o aquecimento da Roda de leitura sobre a prática do bullying, tão frequente e constante nas escolas. Este tema é de grande interesse dos alunos e deve ser abordado e debatido dentro do espaço escolar como forma de trazer à tona um problema encoberto pela humilhação e falta de conhecimento. Temos o livro "Valentões, Fofoqueiros e falsos amigos" de J. Alexander, Ed. Rocco, indicado para os alunos e sugiro "Mentes perigosas nas escolas", da Drª Ana Beatriz, aos professores.

Harry potter


Harry James Potter completa 30 anos
1 Agosto 2010
Thumbnail image for Harry James Potter completa 30 anos

O famoso personagem Harry James Potter foi criado no dia 31 de Julho de 1980 pela escritora J.K. Rowling. Portanto Harry Potter acaba de completar 30 anos de existência! Desde então fora sete livros lançados e vários filmes inspirados nos livros; no último capítulo da saga de sete livros, Potter termina sua aventura [...]